Nos dias de hoje em que a Europa do Norte continua a ditar as regras de uma União cada vez mais desigual e cada vez mais propensa aos egoísmos nacionalistas, é sempre bom lembrar-lhes que até os pequenos países tem um papel importante a desempenhar no futuro da Europa. Recordemos pois sobre Portugal:
- "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça (...) A que novos desastres determinas De levar estes reinos e esta gente? (...)
sábado, 7 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Os Lusiadas e a sociedade moderna
- - "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
- Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
- Ó fraudulento gosto, que se atiça
- C'uma aura popular, que honra se chama!
- Que castigo tamanho e que justiça
- Fazes no peito vão que muito te ama!
- Que mortes, que perigos, que tormentas,
- Que crueldades neles experimentas!
Quando Luís Vaz de Camões escreveu os Lusíadas, talvez não imaginasse a intemporalidade e universalidade de muitos dos seus versos.
As palavras atribuidas ao Velho do Restelo no Canto IV são disso um claro exemplo. Estes versos poderiam ter sido escritos sobre a sociedade moderna ocidental, focada cada vez mais na economia, num liberalismo sem regras, numa sociedade em que o único valor parece ser o poder (também económico mas não só), em que o imediatismo se sobrepõe ao conhecimento da verdade e dos factos, em que o individual se sobrepõe ao coletivo:
Subscrever:
Mensagens (Atom)